Normalmente, o dia que antecede as partidas são marcados por treinos leves, com pouco enfoque tático e, principalmente, com tempo suficiente para que os atletas façam o que mais gostam, que é disputar o rachão. Porém, o técnico Emerson Leão não deu moleza aos atletas do São Paulo na véspera da partida desta quarta-feira, contra o Libertad, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
No total, os trabalhos duraram 1h40m. No início, o treinador reuniu todo o grupo no centro do campo do hotel Yacht Golf Club e conversou durante 20 minutos. Em alguns momentos, ele falou alto e gesticulou bastante, sempre observado de longe pelo presidente Juvenal Juvêncio, pelo diretor de futebol, Adalberto Baptista e pelo diretor adjunto de futebol, Julio Morais.
Na sequência, todos foram trabalhar fisicamente, sob comando do preparador Zé Mário Campeiz. Na última parte, ele fez treinos específicos de trocas de passe e finalizações. A cada erro, ele buscava corrigir. A cada acerto, ele aplaudia.
O aspecto psicológico tem sido o principal enfoque de Leão neste reinício de trabalho no São Paulo. Em determinado momento do treino, os jogadores foram reunidos no gramado e tinham que cumprir determinada função pedida pelo treinador. Quem não conseguia, era obrigado a fazer polichinelos. O objetivo disso era tornar o ambiente mais calmo. As coisas no São Paulo estão muito complicadas pela sequência de resultados ruins na temporada e recente demissão do técnico Adilson Batista.
Leão disse que gostou do que viu nestes dois dias em que trabalhou com o grupo.
- Eu acho que hoje procurei fazer um treinamento para que eles pudessem trabalhar alegres. E foi isso que aconteceu – afirmou.
Em relação ao time, mistério total. Uma coisa é certa: a equipe terá novidades em relação a formação que vinha atuando. Jean, Denilson e Marlos podem pintar como novidades.
- Eu já tenho o time na cabeça, mas não vou comunicar porque ainda não falei para os jogadores. Provavelmente, teremos novidades – ressaltou o comandante são-paulino.
Uma coisa é certa: Luis Fabiano, que havia reclamado de dores musculares na coxa direita no treino da última segunda-feira, trabalhou normalmente e, após uma conversa com o médico José Sanchez e com o fisioterapeuta Ricardo Sassaki, garantiu sua presença na partida desta quarta-feira.
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